segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Resenha | Deadfall - A caçada - Anna Carey - Livro 2





Autor: Anna Carey
Editora: V & R Editoras
Páginas: 224
Avaliação:
      


ATENÇÃO : O CONTEÚDO ABAIXO CONTÉM SPOILERS.

Ufa! Após cinco tentativas, enfim li esse livro!

Para aqueles que leram minha resenha de Black bird, primeiro livro da duologia, disse que Deadfall só mereceria minhas cinco estrelas se preenchesse as lacunas que ficaram abertas, mantendo o ritmo eletrizante do volume um. Apesar de o livro possuir ambos, foi difícil embarcar na leitura de primeira, e agora que finalmente a fiz, fiquei decepcionada com seu final prematuro e repentino.
Em Deadfall, Sunny encontra Rafe, o rapaz de seus sonhos. De maneira quase natural seus instintos a fazem acreditar nele. Rafe demonstra preocupação, e revela muitos fatos sobre ela ( coisas que apenas Sunny teria como saber). O rapaz também fala os ocorridos da ilha e enfim diz o nome verdadeiro dela: Lena Marcus. Juntos eles seguem para Nova York, para encontrar outros alvos dessa caçada mortal.

O ritmo da narrativa se mantém dinâmico, acelerado e cheio de ação. Conhecemos outros alvos e como a organização por trás de tudo isso a GAA influência na vida de cada um deles. Mas, quando tudo começa a desandar? Acredito que com a chegada de Ben. Sim, o traidor. Em muitos livros, o surgimento de um triângulo amoroso funciona bem, porém esse não é o caso de Deadfall. Isso porque Rafe ganha destaque na narrativa, tendo um envolvimento muito maior com Lena. Há um laço de amizade e companheirismo, duas pessoas que estão passando pelas mesmas coisas e lutando para combatê-las. Então, quando Ben aparece na trama é apenas algo circunstancial por conta dos acontecimentos do livro anterior e não por continuar tendo um laço emocional com a personagem principal, que tem diversos outros conflitos a serem resolvidos. 

" - Estávamos juntos na ilha.
- Isso eu sei. - Você não menciona os sonhos, que agora sabe que são lembranças, voltando aos poucos desde acordou. O rosto dele sobre o seu, a voz em seu ouvido, o corpo junto ao seu. Já sabia das duas pintas bem abaixo do olho direito. O arranhão na testa, que agora já está desaparecendo e não passa de uma marca rosada sob a linha do cabelo. Você estava com ele. Estava apaixonada por ele." - Pág. 12

Sim, o livro explica todas as lacunas abertas com riqueza de detalhes. Quando a GAA é inserida da narrativa há um madurecimento muito rápido da personagem. Vemos o quanto ela é corajosa, ágil e inteligente e como a organização conseguiu trazer tantas pessoas para esta caçada. É empolgante, ver alvos unidos, sendo Lena o foco central do grupo. Neste sentido a autora consegue novamente entreter o leitor, gerando curiosidade. Apesar de gostar da duologia pelos elementos que foram apresentados, classifiquei este livro com três estrelas, porque o final não me agradou. 

De volta a ilha...
Levar Lena e Rafe para ilha nas páginas finais foi uma bela referência ao passado deles, além de contribuir para que o leitor se sinta conectado a caçada e compreenda melhor os fatos, deixando-o ainda mais envolvido com ambos. Porém isso não dura muito, já que Rafe morre inesperadamente e desnecessariamente. Se a intenção era gerar impacto no meu caso, gerou frustração. E a coisa piora, pela forma como Lena enfim consegue retornar a cidade e sair da ilha... Ficou parecendo que todo seu sacrifício indo até Richard foi em vão. Enfim, narrativa boa, mas com um final que deixa a desejar.


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