quarta-feira, 30 de maio de 2018

Livro "Darkson - O pirata das trevas" autografado pelo autor Marcos Perillo



Conhecendo Darkson!
Mais um para a minha coleção de livros nacionais autografados.

Após contato pelo skoob, no dia 25 de Abril recebi o livro do escritor brasileiro Marcos Perillo.


Darkson, narra a estória de um ser humano que foi duplamente amaldiçoado. Ainda quando bebê o seu destino foi marcado para sempre. Após muitas aventuras em alto mar, novamente o pirata é traído pelo destino e volta a ser amaldiçoado. Finalizei a leitura do livro hoje, e em breve colocarei a resenha, aqui no Paraíso dos Livros. Obrigada pela confiança.


terça-feira, 29 de maio de 2018

Citações do livro "Cartas de amor aos mortos" (55)



" É mentira que a dor aproxima as pessoas. Cada um de nós era uma ilha - meu pai na casa, minha mãe no apartamento para onde tinha se mudado alguns anos antes, e eu indo de um lado para o outro em silêncio, fora de órbita, incapaz de suportar os últimos meses do fundamental." - Pág. 12

" - Sabe, acho que, quando você perde alguma coisa próxima, é como perder a si mesmo. É por isso que, no final, até escrever é difícil para ela. Ela quase não sabe como fazer. Porque quase não sabe mais quem ela é." - Pág 19

" Mas, na vida, a gente nunca tem certeza do que vai acontecer, mesmo que planeje tudo. Pode haver uma reviravolta, acontece sempre. Meu pai costumava chegar em casa com uma aparência forte depois de um dia na obra. Agora parece cansado, como se um trator tivesse passado por cima dele. Quando MAy e eu éramos pequenas, adorávamos nos pendurar nele. Mas agora é como se eu tivesse medo de me aproximar demais, tropeçar e derramar toda a tristeza que ele guarda." - Pág. 38

" Havia uma barreira entre mim e o mundo. Parecia uma grande parede de vidro, espessa demais para ser atravessada. Eu poderia fazer novos amigos, mas eles nunca me conheceriam, não de verdade, porque nunca conheceriam minha irmã, a pessoa que eu mais amava no mundo. E nunca saberiam o que eu fiz. Eu precisava aceitar que estava do outro lado de uma parede intransponível." - Pág. 72

" Fechei os olhos e deixei ele me puxar para perto. Foi um primeiro beijo perfeito, como uma rajada de vento que passou por mim, me deixando sem fôlego e, ao mesmo tempo, me permitindo respirar de novo. Um beijo que faz alguém renascer." (Laurel sobre Sky) - Pág. 97

" Pela primeira vez fui dona do meu corpo. Estar contra o corpo dele era algo novo para mim. Sky me fez pensar na primeira neve, aquela que cobre tudo. Pensei em como era estar acima das árvores, que faziam um barulho bonito, um farfalhar de folhas  marrons prontas para cair." - Pág. 109

" Fui até ele e o abracei. Nesse momento sento que as mariposas dentro dele, com suas asas tão finas, nunca estarão perto o bastante da luz. Vão sempre querer chegar mais perto - entrar nela. Algo tinha se perdido em Sky. Eu queria colocar a mão no peito dele, na altura do coração, e acompanhar os batimentos. Queria encontrá-lo. Mas ele deu um passo para trás, e o lábio inferior, um pouco puxado para a esquerda, se endireitou.
Havia um milhão de perguntas e respostas em minha garganta. Mas ficou tudo preso ali." - Pág. 113


" Ainda não sei como dar sentindo ao mundo. E tudo bem ele ser maior do que o que podemos abarcar. Porque, quando você fala em beleza, não está falando de algo bonito, está falando de algo que nos torna humanos." - Pág. 118


" Talvez estar  apaixonada seja assim. A coisa vai se acumulando, mas nunca parece cheia, só mais feliz." - Pág. 135


" - Sabe quando você acha que conhece alguém? Mais do que qualquer um  no mundo? Você sabe que entende a pessoa, porque a enxergar de verdade. E então você tenta se aproximar, e ela... desaparece. Você achava que pertenciam uma à outra. Achava que ela era sua, mas não é. Você quer protegê-la, mas não pode." - Pág. 139


" Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos." - Pág. 148 a 149.


" - Sabe por que se apaixonar é o que pode acontecer de mais profundo com uma pessoa? Porque quando estamos apaixonados, estamos totalmente em perigo e completamente salvos, os dois ao mesmo tempo.
  Quando ele disse isso, fez sentido." - Pág. 158


" A verdade é bela, não importa qual seja. Mesmo que seja assustadora ou má. É a beleza simplesmente porque é verdade. E a verdade é radiante. A verdade nos faz ser nós mesmos. E eu quero ser eu". - Pág. 176


" Espero que um de vocês me ouça, porque o mundo parece um túnel de silêncio. Descobri que, às vezes, momentos marcam nosso corpo. Eles estão ali, alojados sob a pele como sementes pintadas de surpresa, tristeza ou medo. E se você virar para um lado ou cair, uma delas pode se soltar. Pode se dissolver no sangue ou fazer surgir uma árvore inteira. Às vezes, quando uma se solta, todas começam a se soltar." - Pág. 191 a 192


" Quando uma coisa muito ruim acontece, a segunda pior coisa são as pessoas sentindo pena de você. É a confirmação de que algo está muito errado. Tentei conter as lágrimas, mas elas vieram mesmo assim." - Pág. 199


" É triste quando todo mundo sabe quem você é, mas ninguém te conhece. Imagino que você tenha se sentido assim. As pessoas veem o que querem." - Pág. 210


" A verdade é que não perdoei minha irmã. Não sei como perdoá-la, porque bem tenho o direito de ficar brava com ela. E tenho medo de perdê-la para sempre se fizer isso." - Pág. 216


" As histórias mudam conforme crescemos. Às vezes elas não fazem mais sentido. Eu queria escrever uma nova história, em que Hannah só fica com Natalie, May volta para casa e eu nunca tento ser como ela, mas fiz tudo errado." - Pág. 223


" É como se Deus tivesse dado uma coisa para você, cara, todas essas histórias que você inventa. E como se Ele tivesse dito ' É o que tenho para você, garoto. Tente não perder'. As crianças perdem tudo, a menos que haja alguém ali para cuidar delas". - Pág. 223


" - O que falei sobre salvar as pessoas não é verdade. Você pode achar que quer ser salva por outra pessoa, ou que quer muito salvar alguém. Mas ninguém pode salvar ninguém, não de verdade. Não de si mesmo. Você pega no sono no pé da montanha, e o lobo desce. E você espera ser acordada por alguém. Ou espera que alguém o espante. Ou atire nele. Mas, quando você se dá conta de que o lobo está dentro de você, é quando entende. Não pode fugir dele. E ninguém que ama você consegue matar o lobo, porque ele faz parte de você. As pessoas veem seu rosto nele. E não vão atirar." - Pág. 235

" Pensei em como eu tinha me esforçado o tempo todo. Porque existe uma diferença entre o tipo de risco que faz alguém se destruir e o tipo de risco que você corria. O tipo que faz você aparecer para o mundo." - Pág. 273


" Eu imagino como  foram, Amelia, os  momentos finais da sua vida. Você olhou para as nuvens sobre as quais voou? Você se perguntou se ia voltar para lá, para viver no seu amado céu para sempre?" - Pág. 274


" Uma vez você disse: " Um amigo é alguém que dá liberdade total para você ser você mesmo - e especialmente para sentir ou não sentir. Qualquer coisa que você sinta naquele momento está bom para ele. É o que o amor verdadeiro significa - deixar alguém ser ele mesmo." - Pág. 274


" Se quisermos que alguém nos conheça, precisamos nos revelar a essa pessoa." - Pág. 296


" Você acha que conhece alguém, mas essa pessoa sempre muda, e você também está em transformação. de repente entendi que estar vivo é isso. Nossas próprias placas invisíveis se movem em nosso corpo, e se alinham à pessoa que vamos nos tornar." - Pág. 307-308

" Talvez ao contar as histórias, por pior que sejam, não deixemos de pertencer a elas. Elas se tornam nossas. E talvez amadurecer signifique que você não precisa ser uma personagem seguindo um roteiro. É saber que você pode ser autora." - Pág. 312


" Às vezes. quando falamos, ouvimos o silêncio. Ou apenas ecos. Como gritos vindos de dentro. E isso é muito solitário, só acontece quando não estamos ouvindo de verdade. Significa que ainda não estávamos prontos para ouvir. Porque toda vez que falamos, há uma voz. Existe o mundo que responde. " - Pág. 323


" Quando escrevi as primeiras cartas para vocês, encontrei minha voz. E quando minha voz surgiu, algo respondeu. Não em uma carta. Como uma canção. como uma história contada na tela do cinema. Uma flor que surge na rachadura da calçada. O voo de uma mariposa. a lua quase cheia.
Sei que escrevi cartas para pessoas sem endereço neste mundo. Sei que vocês estão mortos. Mas posso ouvir vocês. Ouço todos vocês. Nós estivemos aqui. Nossa vida teve valor." - Pág. 324



segunda-feira, 28 de maio de 2018

Resenha | O Espetacular Homem-Aranha -De volta ao lar - Ed.21



Autor: J. Michael Straczynski e John Romita Jr.
Editora: Salvat
Páginas: 160
Avaliação:      


Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades.

Após o término de seu casamento com Mary Jane, Peter Parker decide retomar suas atividades como Homem-Aranha. Tudo que o aracnídeo deseja é sair e balançar por aí sem destino certo, mas repentinamente ele encontra Ezequiel, um homem que possuem poderes semelhantes aos seus e lembra muito seu falecido tio Ben. Ezequiel mostra a Peter uma nova perspectiva sobre seus poderes e o faz questionar sua natureza aracnídea. 

Peter está recomeçando sua vida, e busca em suas raízes suprir a falta de sua ex-esposa. Retorna a sua antiga escola para ajustar garotos desajustados como professor, novamente tem o carinho, amor de sua tia May e Homem-Aranha é uma boa opção para distrair sua mente nas horas vagas, porém cada vez mais a pressão de compreender seus dons o assombra e o vilão Morlun acaba destruído o pouco de paz que ainda lhe restava.

Com uma leitura leve e rápida, Homem-Aranha possui uma maneira cativante de conquistar o leitor. Neste Hq, a figura misteriosa de Ezequiel ajuda Peter a entender que após ter sido picado, seres perigosos, que almejam esse tipo de poder não surgiram por acaso. O impacto das ações de Homem-Aranha contribuiu para a existência deles, e entender como eles agem, se torna a chave para destruir um mal ancestral que se alimenta de poder: Morlun.

Foi realmente difícil largar este volume até sua página final. O combate de Homem-aranha e Morlun é fascinante. Ambos possuem muito poder e inteligência, o que tornou o confronto mais eletrizante. Em algumas cenas, Peter mostra seu desespero em solucionar algumas questões, e nelas fica difícil não se envolver. Mesmo contra toda a probabilidade, torcia para tudo desse certo para o herói. Além disso, a recente amizade de Peter e lealdade a Ezequiel também é um fator satisfatório para o enredo. O Hq termina com um grande acontecimento que mudará mais uma vez o destino de Peter (Não poderia ter sido um final melhor). Gostei muito desse volume, e mal vejo a hora de ler o próximo exemplar! 

Este volume reúne as edições 30-35 de The Amazing Spider-Man (Vol.2)

terça-feira, 22 de maio de 2018

Citações do livro "As Crônicas de Bane" (54)



" Às vezes, era inconveniente ter olhos verde-dourados e pupilas fenda como de um gato, mas um simples feitiço de disfarce era capaz de esconder isso e, na pior das hipóteses, bem, havia muitas moças - e rapazes - que não se importavam." - Pág. 14

" Não me caso de viver aventuras - comentou Magnus. - E as aventuras não se cansam de mim." - Pág. 16


" Catarina e Ragnor eram feiticeiros. Para eles, assim como para Magnus, o tempo era como a chuva, brilhava enquanto caía, mudava o mundo, mas também podia ser ignorado.
  Até que você amasse um mortal. Então o tempo se tornava ouro nas mãos de um avarento, e cada ano passava a importar, infinitamente preciso, escorrendo pelos dedos." - Pág. 31


" Magnus tinha aprendido a ser cuidadoso em relação a entregar sua história com seu coração. Quando as pessoas morriam, parecia que todos os pedaços que você entregou para ela iam junto. Demorava muito para se reconstruir e ser novamente inteiro, e jamais conseguia voltar a ser o mesmo.
Foi uma lição longa e dolorosa." - Pág. 31


" - Você está muito enganado, sabia? Sou a pessoa mais permanente que jamais conhecerá - disse Magnus, com a voz falha de tanto rir e os olhos ardendo um pouco por causa das lágrimas. - A questão é que nunca faz diferença.
  Foi a maior verdade que já disse a Imasu, e nunca revelou outras verdades além daquela." - Pág. 33


" Feiticeiros viviam eternamente, o que significava que testemunhavam um terrível e infinito ciclo do nascimento, da vida e da morte. Isso também os tornava testemunhas de, literalmente, milhões de relacionamentos fracassados." - Pág. 33


" Era difícil não reconhecer Magnus. Homens altos, de pele dourada e olhos de gato eram raros." - Pág. 58


" Axel se ajoelhou diante de Magnus.
- Você jamais será esquecido por isso - afirmou o jovem, em voz baixa. - A França vai se lembrar. A Suécia vai se lembrar.
- Não ligo para as lembranças da França ou da Suécia. Ligo para as suas.
Magnus ficou verdadeiramente assombrado quando Axel puxou-o e beijou-o." - Pág. 78


" - Tenho pouquíssimas regras na vida, mas uma delas é jamais recusar uma aventura. As outras são: evitar me envolver romanticamente com criaturas marinhas; sempre pedir o que quero, pois a pior coisa que pode acontecer é um constrangimento, e a melhor delas, a nudez; exigir o pagamento de cara; e nunca jogar cartas com Catarina Loss." - Pág. 95


" Edmund, decidiu Magnus, lembrava-o, acima de tudo, de um barco - um abjeto lindo e brilhante, movido pela correnteza e pelos ventos. Só o tempo diria se ele encontraria uma âncora ou um porto, ou se toda aquela beleza e charme seriam reduzidos a destroços." - Pág. 100


" O próprio Magnus era vivo havia centenas de anos, e, no entanto, as coisas mais simples podiam transformar um dia em joia e uma sucessão de dias em uma corrente brilhante que não tinha fim. Eis uma coisa simples uma garota bonita gostava dele, e o dia clareou." - Pág. 106


" - Eu era muito tolo - respondeu, quase violentamente. - Pensava no amor como um jogo. Não é um jogo. É mais sério do que a morte. Não ter Linette seria o mesmo que morrer. (Edmund Herondale)" - Pág. 111


" No entanto, o amor não era algo a ser descartado com facilidade. acontecia tão raramente; apenas algumas vezes em uma vida mortal. às vezes, só surgia uma vez. Magnus não podia dizer que Edmund Herondale estivesse errado em agarrá-lo, uma vez que o encontrou." - Pág. 112


" Cem anos serão de devoção
Aos seus olhos e ao seu olhar;
Duzentos para adorar cada seio,
Mas trinta mil para todo o resto;
Ao menos, uma era para cada parte,
E a última deverá mostra seu coração.
(poema de Magnus para Camille)" - Pág. 118


" Anos depois, Magnus voltaria a Londres, para perto de Camille Belcourt, e descobriria que não seria como sonhou. Anos depois, outro jovem Herondale, de olhos muito azuis, bateria à sua porta, tremendo devido ao frio da chuva e à própria tristeza, e , dessa vez, Magnus poderia ajudar.
 Mas naquele momento, o feiticeiro não sabia de nada disso. Simplesmente ficou parado no convés do navio e viu Londres e suas luzes desaparecerem aos poucos." - Pág. 120


" Magnus não esperava ver ou ouvir falar em Will Henrodale nesta viagem, mas, se tivesse pensado no assunto, não teria se surpreendido em estar praticamente esquecido, um mero figurante na tragédia de um garoto. Ser lembrando, e com tanta gentileza, emocionou-o mais do que ele imaginava ser possível." - Pág. 128


" - Confiança. É como pôr uma lâmina na mão de alguém e colocar a ponta contra o próprio coração." - Pág. 129


" Aqueles meninos haviam sido tão diferentes, mas, algumas vezes, pareciam um só. Isso era tão verdade que agora parecia estranho para Magnus ver Will mudado, como acontecia com os humanos, quanto Jem fora excluído disso. Era estranho vê-los seguindo rumos que o outro não podia acompanhar. Supôs que para eles mesmos fosse ainda mais estranho." - Pág. 140


" Magnus já tinha amado muitas vezes, mas não se lembrava de sentir  a paz que irradiava dos três pela simples presença de todos. Às vezes, desejava a paz, como um homem vagando por séculos no deserto  faria com a água, sem nunca tê-la visto, mas convivendo com vontade.
  Tessa, Will e seu Jem perdido estavam juntos em um nó firme. Magnus soube que, por um instante, nada além dos três existiu no mundo." - Pág. 141


" Não há nada de chato em se importar ou em ter um coração aberto e amoroso, disse Jem." - Pág. 143


" - É difícil?
- O que é difícil?
- Dividir o coração de seu marido com outra pessoa - explicou.
- Se fosse de outra forma, não seria o coração de Will - respondeu Tessa. - Ele sabe que também divide o meu com Jem. Eu não aceitaria que fosse diferente, e ele também não." - Pág. 144


" Este não é como os outros - falou. - Digo, ele gosta muito de meninas, e de meninos também, ouvir dizer, mas não sente atração por Caçadores de Sombras. E não é mortal. Está vivo há muito tempo. Não se pode esperar que tenha...reações normais." (Sobre Magnus) - Pág. 149


" Magnus passou anos imaginando que houvesse fogo por trás do gelo de Camille, que esperança, sonhos e amor o aguardavam. Mas o que ele amou em Camille não passou de uma ilusão. Magnus agiu como uma criança, procurando formas e histórias nas nuvens." - Pág. 149


" Um Caçador de Sombras é um guerreiro. Um Caçador de Sombras nasce a fim ser treinado para agir como a mão de Deus na Terra, para livrá-la de todo o mal. É isso que dizem as nossas lendas." - Pág. 152


" - Todo mundo deve ter um ou dois hobbies - respondeu Magnus. - O meu, por acaso, imclui comércio ilegal, bebidas e orgias. Tem coisa pior." - Pág. 178

" Procure fadas para ouvir fofocas sobre vampiros, procure lobisomens para fofocas sobre fadas, e não fofoque sobre lobisomens, pois eles tentam arrancar seu rosto a dentadas: esse era o lema de Magnus." - Pág. 203


" O amor não superava tudo. O amor nem sempre durava. Tudo que você tinha podia ser arrancado, o amor poderia ser tudo que lhe restava, e, em seguida, também poderia ser arrancado." - Pág. 212


" Você pagava um preço pela imortalidade, e as pessoas que você amava também, muitas e muitas vezes, sempre. Houve um pequeno grupo de pessoas importantes que ficou com Magnus até que a morte os separasse, mas fosse por morte ou por um novo caminho que pudessem seguir, todos acabavam deixando-o." - Pág. 214


" Magnus se lembrou do dia em que percebeu que não estava mais envelhecendo, ao olharem em um espelho que parecia mais frio do que todos os espelhos que já tinha visto, como se visse o próprio reflexo em uma lasca de gelo. Como se o espelho fosse o responsável por ter mantido sua imagem tão congelada e distante." - Pág. 215


" Magnus frequentemente pensava em adquirir um bicho de estimação, mas jamais cogitou ter um vampiro adolescente rabugento. Se Raphael fosse embora, pensou, arrumaria um gato. E sempre faria uma festa de aniversário para o bichinho." - Pág. 216


" - Não - murmurrou Magnus. - Não, não salvei. Você o conhece melhor do que ninguém jamais conhecerá. Você o fez, ensinou-o a ser como é, e o conhece profundamente.  Você sabe o quanto Rafael é forte. Sabe o quanto ele a ama. Se eu lhe dei alguma coisa, dê-me sua fé agora. Ensine
uma coisa a todos os seus filhos. Eu jamais lhe disse uma verdade mais verdadeira do que esta. Acredite nisso, se não acreditar em mais nada. Rafael salvou a si mesmo." (Magnus e Mãe de Rafael Santiago) - Pág. 231


" Magnus tinha muitos ex-companheiros. Espalhavam-se pela história. A maioria era apenas uma lembrança, havia muito morta. Outros agora eram muito velhos. Etta, um de seus últimos amores, estava em um asilo e não o reconhecia mais. Tornou-se doloroso visitá-la." - Pág. 248


" Quando se perde alguém para o vício - e Magnus já perdera muitos -, perdoa-se algo muito preciso. Você os via sucumbir. Esperava até chegarem ao fundo do poço. Era uma espera terrível. Ele não queria nada com isso. O que acontecia agora não era problema dele. Não tinha dúvida alguma de que Lincoln e os lobisomens cuidariam do assunto, e quanto menos soubesse, melhor." - Pág. 255


“ No fim, nada é pior do que testemunhar a queda de quem se ama. Por alguma razão, era pior do que perder um amor. Fazia tudo parecer questionável. Tornava o passado amargo e confuso.” – Pág. 263
“ - Para nós nunca acabou de fato, não é? – perguntou. – Nunca tive outro...não como você. Pode dizer o mesmo, Magnus?
- Camille...
- Sei que não podemos voltar. Eu sei. Só me diga que não houve ninguém como eu.
Na verdade, houve muitos. E, se por um lado Camille estava em um nível só dela, por outro, houve muito amor – pelo menos, por parte de Magnus. No entanto, havia cem anos de dor naquela pergunta, e o feiticeiro ficou imaginando se talvez ele não tivesse sido tão sozinho em seu sentimento.
- Não – respondeu. – Nunca houve ninguém como você.” (Magnus para Camille) – Pág. 264


“ A questão era que Magnus tinha um desejo irracional de que Alec se sentisse em casa no apartamento, como se isso significasse alguma coisa, como se isso desse a Magnus algum direito sobre o rapaz, ou indicasse que Alec queria ceder tais direitos. Magnus supunha que fosse isso. Queria muito que Alec ficasse ali, e se entusiasmava com sua presença.” – Pág. 274


“ Era verdade. A noite em que Magnus conheceu Alec foi uma noite em que ele apenas queria dar uma festa, se divertir, desempenhar o papel de feiticeiro alegre, até, de fato, se sentir alegre. Lembrou-se de como, no passado, em determinadas épocas, sentia um desejo inquieto de ter um amor, e começava a procurar possibilidades em estranhos bonitos.” – Pág. 281


“ Não fez o menor sentido o fato de que seus olhos fossem atraídos incessantemente por Alec. Alec estava no fundo do grupo, não fez qualquer esforço para chamar atenção. Tinha tons belíssimos, a rara combinação de cabelos negros e olhos azuis que sempre foi a preferida de Magnus, e o feiticeiro concluiu que foi por isso que olhou em primeiro lugar para ele. Era estranho ver a combinação de cores que tanto se destacava em Will e sua irmã, muito tempo antes, tão longe, e em alguém com um sobrenome completamente diferente...” ( Magnus sobre Alec Lightwood ) – Pág. 282


“  A essa altura, Magnus já conhecia Alec bem o suficiente para saber o que ele estava sentindo, os impulsos conflitantes que guerreavam no rapaz. Ele era cismado, o tipo de pessoa que achava que todos à sua volta eram mais importantes do que ele, que acreditava estar decepcionando a todos. E era honesto, o tipo de pessoa naturalmente aberta ao que sentia e ao que queria. As virtudes de Alec montaram uma armadilha para ele: essas duas qualidades colidiram dolorosamente. Achava que não podia ser honesto sem decepcionar a todos que amava. Era um conflito terrível para ele. Era como se o mundo tivesse sido feito para deixá-lo infeliz.” – Pág. 288



“ Magnus conheceu muitos homens e  mulheres ao longo dos anos que tinham medo de quem eram e do que queriam. Amou muitos deles e sofreu por todos. Ele adorou as vezes em que, no mundo, mudando, as pessoas tiveram um pouco menos de medo. Adorava esse momento do mundo, quando podia se esticar e pegar a mão de Alec em um local público.” – Pág. 288



“  Magnus não era muito bom com segredos e dera uma piscadela para Alec na noite que o conheceu, quando o rapaz não era nada além de um menino incrivelmente lindo que o olhara com um interesse  tímido. Porém tudo era mais complicado agora, quando sabia que Alec poderia sair magoado, quando Magnus sabia o quanto se importaria se Alec se magoasse.” – Pág. 292


“ Ele sabia que Isabelle Lightwood era linda, e lhe parecia forte e engraçada – sabia que ela era alguém com quem ele não se importaria de tomar um drinque nem de convidar para uma festa. Ele não sabia que havia camadas de lealdade e amor nela.” – ( Magnus sobre Izzy) – Pág. 292


“ Magnus não planejava falar sobre por que preferia Alec. O coração tem seus próprios motivos, e quase nunca eram racionais. Seria como perguntar por que Clary não criou um triângulo hilário se interessando por Alec, considerando que ele era – na opinião obviamente parcial de Magnus – extremamente bonito e sempre ficou sorumbático perto dela, coisa que algumas garotas curtem. As pessoas gostam de quem elas gostam.” – Pág. 293


“ O tempo era algo que se movia em ciclos para o feiticeiro, dissipando-se como a bruma ou se arrastando como correntes, mas quando Alec estava aqui, o tempo de Magnus parecia encontrar um ritmo fácil como o dele, como dois corações que sincronizavam as batidas. Sentia-se ancorado por Alec e ficava inquieto e revoltado quando o outro não estava presente, pois sabia o quanto seria diferente quando Alec estivesse aqui, como o mundo tumultuoso iria se aquietar com a voz do rapaz.” – Pág. 296


“ Magnus se deitou no sofá e admitiu para si. Sabia por que estava agindo como um louco e chateando os amigos por causa de um presente de aniversário. Sabia por que, em um dia normal e desagradável de trabalho, todos os seus pensamentos foram pontuados por Alec, por um desejo insistente de vê-lo. Isso era amor, novo, alegre e assustador.” – Pág. 297


" Então Alec o beijou, e os beijos de Alec eram desinibidos e extremamente sinceros, todo o corpo esguio de guerreiro concentrado no que ele queria, e todo o coração concentrado naquilo também. Por um longo instante selvagem e eufórico, Magnus acreditou que Alec não quisesse nada mais que sua companhia, e que não se separariam. Pelo menos, não por muito, muito tempo.
- Feliz aniversário, Alexander -  murmurou Magnus.
- Obrigada por lembrar - sussurrou Alec." - Pág. 300


" Mundanos morriam com tanta facilidade. Independentemente de quantas vezes já tivesse visto acontecer, nunca ficava mais fácil. Ele estava vivo havia séculos, e continuava esperando que a morte se tornasse mais fácil." - Pág. 307

" - Estou lutando por um mundo melhor para mim e para meu filho - disse a mulher chamada Maryse.
- Não tenho o menor interesse no mundo que você quer - respondeu Magnus. - Ou no seu pestinha, sem dúvida repulsivo, devo dizer." ( Magnus para  Maryse Lightwood) - Pág. 320


" Magnus torceu desesperadamente para que não morresse ali, naquele armazém frio, longe de todos que amava. Tentou se levantar, mas o chão estava escorregadio por causa do próprio sangue, e a energia que restava para magia não era suficiente para se curar, nem para  lutar, quanto mais para fazer os dois." - ( Magnus contra Valentim) -  Pág.326


" Magnus não se surpreendeu. Já tinha visto muitos monstros capazes de amar, mas apenas alguns que conseguiam permitir que o amor os transformasse, que conseguiram transformar o amor por um em gentileza para muitos." - Pág. 328 


" Outros feiticeiros amaram e perderam, mas poucos eram tão fiéis quanto Tessa. Décadas se passaram, e ela não tinha permitido que ninguém sequer chegasse perto de ganhar seu coração." - Pág. 333


" - Eu nasci Tessa Gray. Mas você deve escolher  qualquer nome que lhe pareça correto. Sempre falei que as palavras têm muito poder, e isso também vale para nomes. Um nome que você escolhe para si pode contar a história do seu  destino e quem pretende se tornar.
- Pode me chamar de Fray. Vou juntar a inicial dos Fairchild, minha família perdida, com o nome dos Gray. Porque você é...amiga da família  - disse Jocelyn, falando com uma súbita firmeza." - Pág. 339


" Tessa sorriu para Jocelyn, parecendo surpresa, porém satisfeita, e Jocelyn sorriu para a filha. Magnus viu a determinação em seu rosto. Valentim quis destruir o mundo como Magnus conhecia. Mas, em vez disso, essa mulher ajudou a destruir Valentim, e nesse momento olhava para  a filha como se ela fosse construir um outro mundo, alegre e novo, só para Clary, de modo que ela jamais fosse tocada pelas sombras do passado. Magnus sabia o que era querer esquecer como Jocelyn queria, conhecia o impulso passional de proteger que vinha junto com o amor." - Pág. 340


" Magnus sempre se considerou alguém que envolvia as pessoas com palavras, e dava uma rasteira ou as enganava, quando necessário. Era incrível como Alec simplesmente passou por cima de tudo isso. Mais  incrível ainda era o fato de que ele nem parecia se esforçar muito." - Pág. 346


" - Era uma metáfora. Ele é um Caçador de  Sombras, é um Lightwood e gosta de homens louros. É um risco sair com ele. Preciso de uma estratégia de fuga. Se o encontro for um desastre completo, vou mandar uma mensagem de texto, dizendo "Esquilo Azul, aqui é Raposa Caliente. Missão abortada com grande prejuízo''. Aí você me liga avisando que aconteceu uma emergência terrível e que precisa da minha ajuda especializada de feiticeiro." - Pág. 347


" Se Jace era ouro, atraindo luz e atenção, Alec era prata: tão acostumado com todos olhando para Jace que era para ele que também olhava; tão acostumado a viver na sombra de Jace que não esperava ser notado. Talvez bastante ser o primeiro a dizer a Alec que ele merecia ser notado antes de qualquer outro no recinto, e também por mais tempo. 
E prata, apesar de poucos saberem, é um metal mais raro do que o ouro." - Pág. 349 


" Sentiu uma explosão de satisfação no peito; parecia um pequeno estouro, agradável e espantoso ao mesmo tempo. Ele gostava que Alexander falasse as coisas que os outros pensavam, mas nunca diziam. Gostava que Alec o chamasse de Magnus, e não de " feiticeiro". E gostava dos ombros de Alec se movendo debaixo da jaqueta (às vezes, ele era superficial). " - pág. 362


" Os Caçadores de Sombras, inclusive Alec, podiam acreditar que Magnus fosse um monstro, mas ele próprio não acreditava. Ensinara a si mesmo a não acreditar nisso, embora sua mãe, o homem que chamou de pai e milhares de outras pessoas já tivessem lhe dito que era verdade." - Pág. 362


" Alec pareceu imediatamente preocupado, como se achasse que Magnus fosse retirar tudo o que disse, e falar que, na verdade, tinha mudado de ideia. Ele era lindo, esperançoso e hesitante, um arrasador de corações que fazia questão de demostrar seus sentimentos. Magnus se viu querendo mostrar as cartas, arriscar e ser vulnerável. Reconheceu e aceitou essa nova e estranha sensação: de que preferia se ferir a machucar Alec." - Pág. 373


" Já tinha aprendido tantas vezes que esperança era tolice, mas não conseguia evitar, imprudente como uma criança perto de uma fogueira, se recusando a aprender  com a experiência. Talvez agora fosse diferente - talvez esse amor fosse diferente. Parecia diferente; certamente isso tinha que significar alguma coisa. talvez naquele momento as coisas fossem acontecer como Magnus queria. 
Talvez Alexander Lightwood não fosse partir seu coração." - Pág. 374




segunda-feira, 21 de maio de 2018

Resenha | Carta de Amor aos Mortos - Ava Dellaira





Autor: Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Páginas: 344
Avaliação:     


Tudo começa com uma atividade escolar: escrever uma carta para alguém que já morreu. Para Laurel essa tarefa não é algo fácil, já que recentemente perdeu sua melhor amiga, alguém que admirava e se espelhava, sua irmã mais velha May. Era uma lição para ser entregue, porém Laurel começa a escrever diversas cartas para artistas falecidos que representarão algo para May. Logo, as mesmas se tornam uma maneira de Laurel lidar com a perda de sua irmã e sua dor.

Ao iniciar essa leitura, tive a impressão de estar lendo um diário sem permissão. Laurel parece alguém solitária, com muitos segredos e muita dor em seu interior. Ela não está pronta para dividir com o mundo a sua volta seus sentimentos e quando recebe a tarefa de sua professora de inglês, ela encontra uma maneira de libertar suas emoções. Assim, cada carta tem um significado profundo, diz muito sobre o interior da personagem, conquistando pela simplicidade e intensidade. Apesar de ser ficção, a narrativa se trata de um assunto que poderia ser real, uma situação possível de ocorrer. O luto da personagem de Laurel expressa todo o misto de sensações de quando perdemos alguém querido em nossas vidas e nos sentimos sem chão. Não é fácil recomeçar, porém é preciso. 

A cada carta, é possível acompanhar o desenvolvimento de Laurel neste difícil recomeço. Tudo lembra May. Sua saudade é imensa, assim como sua vontade de consertar as coisas. Laurel se sente responsável e isso a faz amadurecer, porém também a machuca mais. Encontrar um sentido para os fatos tornasse seu principal objetivo, e se reconectar a May é um grande conforto nesta missão. 

Mesmo com uma narrativa leve, pois como disse acima lembra muito um diário, o livro também lida com assuntos sérios como suicídio, agressão e abuso sexual. Admito que o principal fator para eu ler esse livro foi o título, e fiquei bastante intrigada sobre o que esperar. Seria exatamente o que está no título ou teria muitas camadas escondidas a serem reveladas? Fiquei muito feliz em descobrir que possuía as duas coisas. 

Carta de Amor aos Mortos, fala de luto, dor, perda, mas também descreve como a força das pessoas que o amam e o respeitam podem ajudá-lo a enfrentar situações difíceis que precisam ser contadas para serem superadas. O primeiro passo precisa ser dado, porque apenas assim saberá o que vem a seguir. Então, se fosse definir em uma palavra este livro seria: Superação. É preciso amar, para construir e também é preciso amor para superar. #Recomendo.


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Curiosidades | Minhas leituras de Abril



Abril, mês de baixas na leitura.


No mês de Abril iniciei duas leituras, porém finalizei apenas uma. Infelizmente tive pouquíssimo tempo para os livros, pois precisei dar uma atenção a mais aos estudos. Minha primeira leitura foi o livro "A Hospedeira", conclui 30% da leitura, mas novamente não finalizei. Com essa já era a quarta vez que tento lê-lo, porém não consigo ir até o fim. O livro é interessante, mas não gosto de forçar a leitura, estava sentindo que travei na leitura, então mais uma vez o abandonei. Espero conseguir finalizá-lo na próxima. Não evoluindo com "A Hospedeira", decidi ler algo de Sidney Sheldon, que tem o dom de deixar minha mente alerta para novos assuntos e deu super certo. O livro escolhido foi "A Outra Face", o terceiro livro do autor que leio, mais uma excelente obra. Então vamos lá?


Judd Stevens é um psicanalista que tem sua rotina modificada após a morte repentina de um de seus pacientes. A situação se agrava quando a recepcionista dele é morta cruelmente em seu local de trabalho, fazendo o psicanalista se tornar o principal suspeito de ambos os crimes. O livro cativa, envolve e traz personagens suspeitos que parecem ter dupla personalidade, faz o leitor participar da investigação junto com os policiais e buscar as pistas com Judd. Cada peça, vale muito, isso é super interessante e empolgante. Em cada livro, Sidney traz uma maneira nova de enxergar o crime e geralmente "o assassino" é revelado nas páginas finais, gerando o impacto já conhecido pelos fãs de Sheldon, mas em "A outra face" não se trata apenas de quem é o assassino e sim, de como você vê as provas e como toda a situação fantasma envolvendo Judd o faz mudar como pessoa ao longo da jornada. Até que ponto você conhece seu verdadeiro interior? Essa é a grande questão respondida ao final do livro. A luta contra o tempo e sobrevivência de Judd envolve, choca com seus crimes brutais, traz questões a serem refletidas sobre a complexidade da mente humana e ainda possui um final surpreendente. Enfim, Sidney Sheldon continua me conquistando.


Espero que tenham gostado da minha leitura de Abril.
Até o próximo mês, leitores!

Resenha | A Outra Face - Sidney Sheldon



Autor: Sidney Sheldon
Editora: Record
Páginas: 239
Avaliação:
      


Judd Stevens é um psicanalista bem sucedido que tem sua rotina modificada após a morte repentina de um de seus pacientes. Para polícia, Judd pode ter ligação direta com o caso, já que no momento fatídico, seu paciente tinha saído recentemente do consultório e usava a capa de chuva de Judd. A situação se agrava quando a recepcionista dele é morta cruelmente em seu local de trabalho, fazendo o psicanalista se tornar o principal suspeito de ambos os crimes. 

Apesar do protagonista ser alguém que analisa perfis, Judd leva seu próprio tempo para juntar as peças do quebra-cabeça. Não é uma tarefa fácil para ele já que a polícia acredita cada segundo menos em sua inocência e aparentemente junta provas que parecem incriminá-lo mais. É uma corrida contra o relógio, e essa adrenalina prende e cativa o leitor.

Por outro lado, Judd insisti em vários momentos que não entregará nenhum documento relacionado a seus pacientes, pois possuí um código de ética profissional a zelar, não ajudando na investigação. Este fato atrapalha o psicanalista, além de deixá-lo em saia justa por vezes. Mesmo que o motivo seja aceitável, mostrando que o personagem tem caráter e procura sempre fazer as coisas da maneira mais correta possível, também se torna algo irritante, já que não contribui para solução e evolução do caso ao qual ele mesmo está sendo acusado.

O livro cativa, envolve e traz personagens suspeitos que parecem ter dupla personalidade, faz o leitor participar da investigação junto com os policiais e buscar as pistas com Judd. Cada peça, cada degrau, vale muito, isso é super interessante e empolgante. Esse é o terceiro livro do autor que leio e cada livro, Sidney traz uma maneira nova de enxergar o crime. Geralmente "o assassino" é revelado nas páginas finais, gerando o impacto já conhecido pelos fãs de Sheldon, mas em "A outra face" não se trata apenas de quem é o assassino e sim, de como você vê as provas e como toda a situação fantasma envolvendo Judd o faz mudar como pessoa ao longo da jornada. Até que ponto você conhece seu verdadeiro interior? Essa é a grande questão respondida ao final do livro. 

A luta contra o tempo e sobrevivência de Judd envolve, choca com seus crimes brutais, traz questões a serem refletidas sobre a complexidade da mente humana e ainda possui um final surpreendente. Enfim, Sidney Sheldon continua me conquistando. #Recomendo


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