terça-feira, 22 de maio de 2018

Citações do livro "As Crônicas de Bane" (54)



" Às vezes, era inconveniente ter olhos verde-dourados e pupilas fenda como de um gato, mas um simples feitiço de disfarce era capaz de esconder isso e, na pior das hipóteses, bem, havia muitas moças - e rapazes - que não se importavam." - Pág. 14

" Não me caso de viver aventuras - comentou Magnus. - E as aventuras não se cansam de mim." - Pág. 16


" Catarina e Ragnor eram feiticeiros. Para eles, assim como para Magnus, o tempo era como a chuva, brilhava enquanto caía, mudava o mundo, mas também podia ser ignorado.
  Até que você amasse um mortal. Então o tempo se tornava ouro nas mãos de um avarento, e cada ano passava a importar, infinitamente preciso, escorrendo pelos dedos." - Pág. 31


" Magnus tinha aprendido a ser cuidadoso em relação a entregar sua história com seu coração. Quando as pessoas morriam, parecia que todos os pedaços que você entregou para ela iam junto. Demorava muito para se reconstruir e ser novamente inteiro, e jamais conseguia voltar a ser o mesmo.
Foi uma lição longa e dolorosa." - Pág. 31


" - Você está muito enganado, sabia? Sou a pessoa mais permanente que jamais conhecerá - disse Magnus, com a voz falha de tanto rir e os olhos ardendo um pouco por causa das lágrimas. - A questão é que nunca faz diferença.
  Foi a maior verdade que já disse a Imasu, e nunca revelou outras verdades além daquela." - Pág. 33


" Feiticeiros viviam eternamente, o que significava que testemunhavam um terrível e infinito ciclo do nascimento, da vida e da morte. Isso também os tornava testemunhas de, literalmente, milhões de relacionamentos fracassados." - Pág. 33


" Era difícil não reconhecer Magnus. Homens altos, de pele dourada e olhos de gato eram raros." - Pág. 58


" Axel se ajoelhou diante de Magnus.
- Você jamais será esquecido por isso - afirmou o jovem, em voz baixa. - A França vai se lembrar. A Suécia vai se lembrar.
- Não ligo para as lembranças da França ou da Suécia. Ligo para as suas.
Magnus ficou verdadeiramente assombrado quando Axel puxou-o e beijou-o." - Pág. 78


" - Tenho pouquíssimas regras na vida, mas uma delas é jamais recusar uma aventura. As outras são: evitar me envolver romanticamente com criaturas marinhas; sempre pedir o que quero, pois a pior coisa que pode acontecer é um constrangimento, e a melhor delas, a nudez; exigir o pagamento de cara; e nunca jogar cartas com Catarina Loss." - Pág. 95


" Edmund, decidiu Magnus, lembrava-o, acima de tudo, de um barco - um abjeto lindo e brilhante, movido pela correnteza e pelos ventos. Só o tempo diria se ele encontraria uma âncora ou um porto, ou se toda aquela beleza e charme seriam reduzidos a destroços." - Pág. 100


" O próprio Magnus era vivo havia centenas de anos, e, no entanto, as coisas mais simples podiam transformar um dia em joia e uma sucessão de dias em uma corrente brilhante que não tinha fim. Eis uma coisa simples uma garota bonita gostava dele, e o dia clareou." - Pág. 106


" - Eu era muito tolo - respondeu, quase violentamente. - Pensava no amor como um jogo. Não é um jogo. É mais sério do que a morte. Não ter Linette seria o mesmo que morrer. (Edmund Herondale)" - Pág. 111


" No entanto, o amor não era algo a ser descartado com facilidade. acontecia tão raramente; apenas algumas vezes em uma vida mortal. às vezes, só surgia uma vez. Magnus não podia dizer que Edmund Herondale estivesse errado em agarrá-lo, uma vez que o encontrou." - Pág. 112


" Cem anos serão de devoção
Aos seus olhos e ao seu olhar;
Duzentos para adorar cada seio,
Mas trinta mil para todo o resto;
Ao menos, uma era para cada parte,
E a última deverá mostra seu coração.
(poema de Magnus para Camille)" - Pág. 118


" Anos depois, Magnus voltaria a Londres, para perto de Camille Belcourt, e descobriria que não seria como sonhou. Anos depois, outro jovem Herondale, de olhos muito azuis, bateria à sua porta, tremendo devido ao frio da chuva e à própria tristeza, e , dessa vez, Magnus poderia ajudar.
 Mas naquele momento, o feiticeiro não sabia de nada disso. Simplesmente ficou parado no convés do navio e viu Londres e suas luzes desaparecerem aos poucos." - Pág. 120


" Magnus não esperava ver ou ouvir falar em Will Henrodale nesta viagem, mas, se tivesse pensado no assunto, não teria se surpreendido em estar praticamente esquecido, um mero figurante na tragédia de um garoto. Ser lembrando, e com tanta gentileza, emocionou-o mais do que ele imaginava ser possível." - Pág. 128


" - Confiança. É como pôr uma lâmina na mão de alguém e colocar a ponta contra o próprio coração." - Pág. 129


" Aqueles meninos haviam sido tão diferentes, mas, algumas vezes, pareciam um só. Isso era tão verdade que agora parecia estranho para Magnus ver Will mudado, como acontecia com os humanos, quanto Jem fora excluído disso. Era estranho vê-los seguindo rumos que o outro não podia acompanhar. Supôs que para eles mesmos fosse ainda mais estranho." - Pág. 140


" Magnus já tinha amado muitas vezes, mas não se lembrava de sentir  a paz que irradiava dos três pela simples presença de todos. Às vezes, desejava a paz, como um homem vagando por séculos no deserto  faria com a água, sem nunca tê-la visto, mas convivendo com vontade.
  Tessa, Will e seu Jem perdido estavam juntos em um nó firme. Magnus soube que, por um instante, nada além dos três existiu no mundo." - Pág. 141


" Não há nada de chato em se importar ou em ter um coração aberto e amoroso, disse Jem." - Pág. 143


" - É difícil?
- O que é difícil?
- Dividir o coração de seu marido com outra pessoa - explicou.
- Se fosse de outra forma, não seria o coração de Will - respondeu Tessa. - Ele sabe que também divide o meu com Jem. Eu não aceitaria que fosse diferente, e ele também não." - Pág. 144


" Este não é como os outros - falou. - Digo, ele gosta muito de meninas, e de meninos também, ouvir dizer, mas não sente atração por Caçadores de Sombras. E não é mortal. Está vivo há muito tempo. Não se pode esperar que tenha...reações normais." (Sobre Magnus) - Pág. 149


" Magnus passou anos imaginando que houvesse fogo por trás do gelo de Camille, que esperança, sonhos e amor o aguardavam. Mas o que ele amou em Camille não passou de uma ilusão. Magnus agiu como uma criança, procurando formas e histórias nas nuvens." - Pág. 149


" Um Caçador de Sombras é um guerreiro. Um Caçador de Sombras nasce a fim ser treinado para agir como a mão de Deus na Terra, para livrá-la de todo o mal. É isso que dizem as nossas lendas." - Pág. 152


" - Todo mundo deve ter um ou dois hobbies - respondeu Magnus. - O meu, por acaso, imclui comércio ilegal, bebidas e orgias. Tem coisa pior." - Pág. 178

" Procure fadas para ouvir fofocas sobre vampiros, procure lobisomens para fofocas sobre fadas, e não fofoque sobre lobisomens, pois eles tentam arrancar seu rosto a dentadas: esse era o lema de Magnus." - Pág. 203


" O amor não superava tudo. O amor nem sempre durava. Tudo que você tinha podia ser arrancado, o amor poderia ser tudo que lhe restava, e, em seguida, também poderia ser arrancado." - Pág. 212


" Você pagava um preço pela imortalidade, e as pessoas que você amava também, muitas e muitas vezes, sempre. Houve um pequeno grupo de pessoas importantes que ficou com Magnus até que a morte os separasse, mas fosse por morte ou por um novo caminho que pudessem seguir, todos acabavam deixando-o." - Pág. 214


" Magnus se lembrou do dia em que percebeu que não estava mais envelhecendo, ao olharem em um espelho que parecia mais frio do que todos os espelhos que já tinha visto, como se visse o próprio reflexo em uma lasca de gelo. Como se o espelho fosse o responsável por ter mantido sua imagem tão congelada e distante." - Pág. 215


" Magnus frequentemente pensava em adquirir um bicho de estimação, mas jamais cogitou ter um vampiro adolescente rabugento. Se Raphael fosse embora, pensou, arrumaria um gato. E sempre faria uma festa de aniversário para o bichinho." - Pág. 216


" - Não - murmurrou Magnus. - Não, não salvei. Você o conhece melhor do que ninguém jamais conhecerá. Você o fez, ensinou-o a ser como é, e o conhece profundamente.  Você sabe o quanto Rafael é forte. Sabe o quanto ele a ama. Se eu lhe dei alguma coisa, dê-me sua fé agora. Ensine
uma coisa a todos os seus filhos. Eu jamais lhe disse uma verdade mais verdadeira do que esta. Acredite nisso, se não acreditar em mais nada. Rafael salvou a si mesmo." (Magnus e Mãe de Rafael Santiago) - Pág. 231


" Magnus tinha muitos ex-companheiros. Espalhavam-se pela história. A maioria era apenas uma lembrança, havia muito morta. Outros agora eram muito velhos. Etta, um de seus últimos amores, estava em um asilo e não o reconhecia mais. Tornou-se doloroso visitá-la." - Pág. 248


" Quando se perde alguém para o vício - e Magnus já perdera muitos -, perdoa-se algo muito preciso. Você os via sucumbir. Esperava até chegarem ao fundo do poço. Era uma espera terrível. Ele não queria nada com isso. O que acontecia agora não era problema dele. Não tinha dúvida alguma de que Lincoln e os lobisomens cuidariam do assunto, e quanto menos soubesse, melhor." - Pág. 255


“ No fim, nada é pior do que testemunhar a queda de quem se ama. Por alguma razão, era pior do que perder um amor. Fazia tudo parecer questionável. Tornava o passado amargo e confuso.” – Pág. 263
“ - Para nós nunca acabou de fato, não é? – perguntou. – Nunca tive outro...não como você. Pode dizer o mesmo, Magnus?
- Camille...
- Sei que não podemos voltar. Eu sei. Só me diga que não houve ninguém como eu.
Na verdade, houve muitos. E, se por um lado Camille estava em um nível só dela, por outro, houve muito amor – pelo menos, por parte de Magnus. No entanto, havia cem anos de dor naquela pergunta, e o feiticeiro ficou imaginando se talvez ele não tivesse sido tão sozinho em seu sentimento.
- Não – respondeu. – Nunca houve ninguém como você.” (Magnus para Camille) – Pág. 264


“ A questão era que Magnus tinha um desejo irracional de que Alec se sentisse em casa no apartamento, como se isso significasse alguma coisa, como se isso desse a Magnus algum direito sobre o rapaz, ou indicasse que Alec queria ceder tais direitos. Magnus supunha que fosse isso. Queria muito que Alec ficasse ali, e se entusiasmava com sua presença.” – Pág. 274


“ Era verdade. A noite em que Magnus conheceu Alec foi uma noite em que ele apenas queria dar uma festa, se divertir, desempenhar o papel de feiticeiro alegre, até, de fato, se sentir alegre. Lembrou-se de como, no passado, em determinadas épocas, sentia um desejo inquieto de ter um amor, e começava a procurar possibilidades em estranhos bonitos.” – Pág. 281


“ Não fez o menor sentido o fato de que seus olhos fossem atraídos incessantemente por Alec. Alec estava no fundo do grupo, não fez qualquer esforço para chamar atenção. Tinha tons belíssimos, a rara combinação de cabelos negros e olhos azuis que sempre foi a preferida de Magnus, e o feiticeiro concluiu que foi por isso que olhou em primeiro lugar para ele. Era estranho ver a combinação de cores que tanto se destacava em Will e sua irmã, muito tempo antes, tão longe, e em alguém com um sobrenome completamente diferente...” ( Magnus sobre Alec Lightwood ) – Pág. 282


“  A essa altura, Magnus já conhecia Alec bem o suficiente para saber o que ele estava sentindo, os impulsos conflitantes que guerreavam no rapaz. Ele era cismado, o tipo de pessoa que achava que todos à sua volta eram mais importantes do que ele, que acreditava estar decepcionando a todos. E era honesto, o tipo de pessoa naturalmente aberta ao que sentia e ao que queria. As virtudes de Alec montaram uma armadilha para ele: essas duas qualidades colidiram dolorosamente. Achava que não podia ser honesto sem decepcionar a todos que amava. Era um conflito terrível para ele. Era como se o mundo tivesse sido feito para deixá-lo infeliz.” – Pág. 288



“ Magnus conheceu muitos homens e  mulheres ao longo dos anos que tinham medo de quem eram e do que queriam. Amou muitos deles e sofreu por todos. Ele adorou as vezes em que, no mundo, mudando, as pessoas tiveram um pouco menos de medo. Adorava esse momento do mundo, quando podia se esticar e pegar a mão de Alec em um local público.” – Pág. 288



“  Magnus não era muito bom com segredos e dera uma piscadela para Alec na noite que o conheceu, quando o rapaz não era nada além de um menino incrivelmente lindo que o olhara com um interesse  tímido. Porém tudo era mais complicado agora, quando sabia que Alec poderia sair magoado, quando Magnus sabia o quanto se importaria se Alec se magoasse.” – Pág. 292


“ Ele sabia que Isabelle Lightwood era linda, e lhe parecia forte e engraçada – sabia que ela era alguém com quem ele não se importaria de tomar um drinque nem de convidar para uma festa. Ele não sabia que havia camadas de lealdade e amor nela.” – ( Magnus sobre Izzy) – Pág. 292


“ Magnus não planejava falar sobre por que preferia Alec. O coração tem seus próprios motivos, e quase nunca eram racionais. Seria como perguntar por que Clary não criou um triângulo hilário se interessando por Alec, considerando que ele era – na opinião obviamente parcial de Magnus – extremamente bonito e sempre ficou sorumbático perto dela, coisa que algumas garotas curtem. As pessoas gostam de quem elas gostam.” – Pág. 293


“ O tempo era algo que se movia em ciclos para o feiticeiro, dissipando-se como a bruma ou se arrastando como correntes, mas quando Alec estava aqui, o tempo de Magnus parecia encontrar um ritmo fácil como o dele, como dois corações que sincronizavam as batidas. Sentia-se ancorado por Alec e ficava inquieto e revoltado quando o outro não estava presente, pois sabia o quanto seria diferente quando Alec estivesse aqui, como o mundo tumultuoso iria se aquietar com a voz do rapaz.” – Pág. 296


“ Magnus se deitou no sofá e admitiu para si. Sabia por que estava agindo como um louco e chateando os amigos por causa de um presente de aniversário. Sabia por que, em um dia normal e desagradável de trabalho, todos os seus pensamentos foram pontuados por Alec, por um desejo insistente de vê-lo. Isso era amor, novo, alegre e assustador.” – Pág. 297


" Então Alec o beijou, e os beijos de Alec eram desinibidos e extremamente sinceros, todo o corpo esguio de guerreiro concentrado no que ele queria, e todo o coração concentrado naquilo também. Por um longo instante selvagem e eufórico, Magnus acreditou que Alec não quisesse nada mais que sua companhia, e que não se separariam. Pelo menos, não por muito, muito tempo.
- Feliz aniversário, Alexander -  murmurou Magnus.
- Obrigada por lembrar - sussurrou Alec." - Pág. 300


" Mundanos morriam com tanta facilidade. Independentemente de quantas vezes já tivesse visto acontecer, nunca ficava mais fácil. Ele estava vivo havia séculos, e continuava esperando que a morte se tornasse mais fácil." - Pág. 307

" - Estou lutando por um mundo melhor para mim e para meu filho - disse a mulher chamada Maryse.
- Não tenho o menor interesse no mundo que você quer - respondeu Magnus. - Ou no seu pestinha, sem dúvida repulsivo, devo dizer." ( Magnus para  Maryse Lightwood) - Pág. 320


" Magnus torceu desesperadamente para que não morresse ali, naquele armazém frio, longe de todos que amava. Tentou se levantar, mas o chão estava escorregadio por causa do próprio sangue, e a energia que restava para magia não era suficiente para se curar, nem para  lutar, quanto mais para fazer os dois." - ( Magnus contra Valentim) -  Pág.326


" Magnus não se surpreendeu. Já tinha visto muitos monstros capazes de amar, mas apenas alguns que conseguiam permitir que o amor os transformasse, que conseguiram transformar o amor por um em gentileza para muitos." - Pág. 328 


" Outros feiticeiros amaram e perderam, mas poucos eram tão fiéis quanto Tessa. Décadas se passaram, e ela não tinha permitido que ninguém sequer chegasse perto de ganhar seu coração." - Pág. 333


" - Eu nasci Tessa Gray. Mas você deve escolher  qualquer nome que lhe pareça correto. Sempre falei que as palavras têm muito poder, e isso também vale para nomes. Um nome que você escolhe para si pode contar a história do seu  destino e quem pretende se tornar.
- Pode me chamar de Fray. Vou juntar a inicial dos Fairchild, minha família perdida, com o nome dos Gray. Porque você é...amiga da família  - disse Jocelyn, falando com uma súbita firmeza." - Pág. 339


" Tessa sorriu para Jocelyn, parecendo surpresa, porém satisfeita, e Jocelyn sorriu para a filha. Magnus viu a determinação em seu rosto. Valentim quis destruir o mundo como Magnus conhecia. Mas, em vez disso, essa mulher ajudou a destruir Valentim, e nesse momento olhava para  a filha como se ela fosse construir um outro mundo, alegre e novo, só para Clary, de modo que ela jamais fosse tocada pelas sombras do passado. Magnus sabia o que era querer esquecer como Jocelyn queria, conhecia o impulso passional de proteger que vinha junto com o amor." - Pág. 340


" Magnus sempre se considerou alguém que envolvia as pessoas com palavras, e dava uma rasteira ou as enganava, quando necessário. Era incrível como Alec simplesmente passou por cima de tudo isso. Mais  incrível ainda era o fato de que ele nem parecia se esforçar muito." - Pág. 346


" - Era uma metáfora. Ele é um Caçador de  Sombras, é um Lightwood e gosta de homens louros. É um risco sair com ele. Preciso de uma estratégia de fuga. Se o encontro for um desastre completo, vou mandar uma mensagem de texto, dizendo "Esquilo Azul, aqui é Raposa Caliente. Missão abortada com grande prejuízo''. Aí você me liga avisando que aconteceu uma emergência terrível e que precisa da minha ajuda especializada de feiticeiro." - Pág. 347


" Se Jace era ouro, atraindo luz e atenção, Alec era prata: tão acostumado com todos olhando para Jace que era para ele que também olhava; tão acostumado a viver na sombra de Jace que não esperava ser notado. Talvez bastante ser o primeiro a dizer a Alec que ele merecia ser notado antes de qualquer outro no recinto, e também por mais tempo. 
E prata, apesar de poucos saberem, é um metal mais raro do que o ouro." - Pág. 349 


" Sentiu uma explosão de satisfação no peito; parecia um pequeno estouro, agradável e espantoso ao mesmo tempo. Ele gostava que Alexander falasse as coisas que os outros pensavam, mas nunca diziam. Gostava que Alec o chamasse de Magnus, e não de " feiticeiro". E gostava dos ombros de Alec se movendo debaixo da jaqueta (às vezes, ele era superficial). " - pág. 362


" Os Caçadores de Sombras, inclusive Alec, podiam acreditar que Magnus fosse um monstro, mas ele próprio não acreditava. Ensinara a si mesmo a não acreditar nisso, embora sua mãe, o homem que chamou de pai e milhares de outras pessoas já tivessem lhe dito que era verdade." - Pág. 362


" Alec pareceu imediatamente preocupado, como se achasse que Magnus fosse retirar tudo o que disse, e falar que, na verdade, tinha mudado de ideia. Ele era lindo, esperançoso e hesitante, um arrasador de corações que fazia questão de demostrar seus sentimentos. Magnus se viu querendo mostrar as cartas, arriscar e ser vulnerável. Reconheceu e aceitou essa nova e estranha sensação: de que preferia se ferir a machucar Alec." - Pág. 373


" Já tinha aprendido tantas vezes que esperança era tolice, mas não conseguia evitar, imprudente como uma criança perto de uma fogueira, se recusando a aprender  com a experiência. Talvez agora fosse diferente - talvez esse amor fosse diferente. Parecia diferente; certamente isso tinha que significar alguma coisa. talvez naquele momento as coisas fossem acontecer como Magnus queria. 
Talvez Alexander Lightwood não fosse partir seu coração." - Pág. 374




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