quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Resenha | Blackbird – A Fuga - Livro 1 - Anna Carey



Autor: Anna Carey
Editora: V & R Editoras
Páginas: 288
Avaliação:
      


Começo e fim muito similares. 

Uma garota é encontrada na estação de metrô em Los Angeles, tem uma mochila, um pássaro tatuado no pulso com o código FNV02198. Ela está sem memória, foi induzida a não procurar a polícia, alguém quer matá-la e tudo que lhe resta é fugir. 

Após ler a sinopse desse livro criei grande expectativa com a história, e até mesmo o fato de a protagonista ser alguém desconhecida, deixou-me curiosa e rapidamente fiquei ainda mais envolvida pela forma criativa que a autora escreveu a história. Porém o fechamento de “Blackbird” não alcança um grande impacto que o livro sugere. Sendo algo feito claramente para dar continuidade na jornada confusa da personagem e não para manter a adrenalina dos capítulos anteriores.

Sunny (nome que ela cria para se identificar para algumas pessoas) é uma garota pedida em uma cidade, sem respostas, com um impulso involuntário de correr, que praticamente implora para fugir. Ao longo das páginas este sentimento se torna uma certeza, quando ela descobre ser o alvo de uma caçada a céu aberto. 

É uma leitura envolvente, rápida, você separa as pistas junto com a personagem para descobrir sua real identidade, a origem desse jogo maluco de caça a seres humanos, torce pela a alegria de Sunny nos seus poucos momentos felizes e quando ela recorda a menor das memórias você comemora. E o que acontece com Izzy, mais a descoberta que Sunny faz de Ben são surpreendentes. Mas essa adrenalina se perde no último capítulo. Espero que seja por uma boa razão, afinal parece que seus sonhos eram reais... 

De maneira geral “Blackbird” é muito bom e atinge seu propósito, pois como primeiro livro de uma duologia é natural que algumas lacunas permaneçam abertas para continuar pretendendo o leitor pela curiosidade. Se “Dead fall” manter o ritmo eletrizante, contendo todas as respostas que não foram ditas neste volume, ele merecerá minhas cinco estrelas. Curiosidade é o que alimenta minha vontade de avançar para o próximo livro, que venha Dead Fall!

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