sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Resenha | Maze Runner - A Cura Mortal - James Dashner - Livro 3



Autor: James Dashner
Editora: V&R
Páginas: 368
Avaliação: 
   


No terceiro livro da franquia, A Cura Mortal, novamente os clarianos retornam a base do CRUEL, agora a proposta feita para eles é que para seguirem adiante com os experimentos o CRUEL precisa que todos eles recuperem a memória, sendo esse teste a única maneira de conseguir a cura para o Fulgor. Alguns concordam e acreditam no CRUEL, porém Thomas acha arriscado tal procedimento, fugindo da base com seus aliados.

Até este ponto o livro segue o padrão dos dois anteriores, mas com o avanço das páginas o cenário é modificado tantas vezes pela fuga dos personagens, que torna a leitura cansativa pela constante repetição de fatos. O que começa de maneira empolgante, fica tedioso. Além disso uma das minhas maiores expectativas era saber sobre a vida passada de Thomas e essa informação não é colocada no livro, o que me deixou decepcionada. 

Mesmo com essa ausência de narrativa referente ao protagonista, ao final da leitura é possível compreender o real motivo de Teresa dizer que "O CRUEL é bom" , diferente dos demais, a jovem sabia do plano B da Chanceler Ava Paige. Alguém que ordenou os mais drásticos procedimentos com suas cobaias humanas, mostra-se "altruísta", dando a humanidade uma nova chance para se regenerar. Vendo dessa maneira é um final significativo, mas também conflituoso para o leitor da série Maze Runner. Qual o sentido de tantos experimentos, se existia esse "baú de ouro" no final do arco-íris? O mundo não está em ruínas por causa do vírus? 

Metáfora a parte para não revelar mais Spoilers, ao ler essa série foi natural pensar que Thomas como o líder que mostrou ser ao longo da trilogia, encontraria uma solução para deter o CRUEL e isso não ocorre. Simplesmente a mesma pessoa que começa com a bagunça, termina. Foi como se Ava Paige tivesse sido criada apenas nesta intenção, destruir e reconstruir, um plano cheio de falhas com o único objetivo em comum com os clarianos: A sobrevivência dos seres humanos. Sua ação teria uma ênfase maior caso Ava fosse uma personagem melhor elaborada e não uma sombra, que sabíamos quem era, mas não aparecia para os clareanos nos livros.

Outro ponto que me incomodou foi Thomas ficar super indignado pelo fato de Teresa voltar a se aliar ao CRUEL ( afinal ela tinha motivos até consideráveis após recuperar sua memória) e ele sempre se referiu a ela como sua melhor amiga então a traição foi algo duro para Thomas. Porém quando ele descobre sobre Brenda, Thomas simplesmente não se importa com o fato dela ser do CRUEL. Brenda também o traiu e com ela foi tudo um mar de rosas? Por quê?

Muitas repetições, com um final que deixa a desejar, sendo inconclusivo. Além de muitas mortes que tinham tudo para serem evitadas. Estou tentando compreender o final de Newt até agora. O drama referente a ele foi um ponto interessante do livro, claro que sim, mas como Minho, Teresa e Thomas, ele buscava a liberdade que nos momentos finais foi tirada dele. Até o que aconteceu com Teresa teve mais sentido pelo motivo que citei acima. Enfim, este não foi o melhor livro da série. 

Era para ser um livro que encerra uma trilogia maravilhosa? Era, mas... 
Realmente estou me perguntando o que ocorreu, pois minhas expectativas eram altas e foram frustadas. 

Ainda tenho esperanças quando o assunto é Maze Runner, então vou ler os outros livros complementares. Espero sinceramente que eles sejam uma maré de significados que façam o final dessa trilogia ter todo o sentido ao concluir as leituras.

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